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REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU
Despacho do Chefe do Executivo n.º 173/2007
Usando da faculdade conferida pelo artigo 50.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau e nos
termos do n.º 5 do artigo 5.º do Regulamento
Administrativo n.º 7/2002, o Chefe do Executivo manda:
1. A «Companhia de China Unicom (Macau) Limitada» é licenciada para
instalar e operar uma rede pública CDMA2000 1X EV-DO de telecomunicações móveis
terrestres e prestar os correspondentes serviços de telecomunicações de uso público
móveis terrestres, nos termos e condições constantes da licença anexa ao
presente despacho, do qual faz parte integrante.
2. O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
29 de Maio de 2007.
O Chefe do Executivo, Ho Hau Wah.
Licença n.º 3/2007
(Anexa ao Despacho do Chefe do Executivo n.º 173/2007)
Instalação e Operação de Uma Rede Pública CDMA2000 1X EV-DO de
Telecomunicações Móveis Terrestres e Prestação dos Correspondentes Serviços
de Telecomunicações de Uso Público Móveis Terrestres
1. Objecto
1. O Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM)
confere, pelo presente título, à «中國聯通
(澳門)有限公司», em português
«Companhia de China Unicom (Macau) Limitada» (também com a denominação
inglesa «China Unicom (Macau) Company Limited»), com sede na RAEM, na Alameda
Dr. Carlos d’Assumpção, edifício Dynasty Plaza, 8.º andar «J-Q», NAPE,
matriculada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis sob o n.º
19675 (SO), adiante designada por «Titular», o direito de instalar e operar
uma rede pública CDMA2000 1X EV-DO de telecomunicações móveis terrestres e
prestar serviços de telecomunicações de uso público móveis terrestres,
funcionando dentro das seguintes correspondentes faixas de frequência:
825 — 845 MHz / 870 - 890 MHz;
2. A especificação das frequências a consignar é feita nos termos da
legislação aplicável.
2. Conceitos
Os conceitos utilizados na presente Licença devem ser entendidos no sentido
estabelecido pela União Internacional das Telecomunicações (UIT).
3. Prazo de validade
1. A presente Licença é válida pelo prazo de 8 anos, a contar da data da
sua emissão.
2. O Titular deve iniciar a prestação dos seus serviços dentro do prazo de
um ano, contado a partir da data de emissão da Licença.
3. A Licença pode ser renovada pelo mesmo período ou por período inferior,
a requerimento do Titular devidamente fundamentado, dirigido ao Chefe do
Executivo até 2 anos antes do seu termo, verificadas as condições e os
requisitos legais de que dependa a sua atribuição.
4. A renovação da Licença pode ser recusada pelo Governo, atendendo à
situação de desenvolvimento do mercado, não sendo por este facto devida
qualquer compensação ao Titular.
4. Caução
1. No prazo de 30 dias após a emissão da Licença, o Titular deve prestar
caução a favor do Governo da RAEM para todo o período de validade da mesma,
por meio de depósito de $ 2 000 000,00 (dois milhões de patacas) em dinheiro
em um dos bancos agentes do Tesouro ou de garantia bancária idónea ou
seguro-caução, em regime de primeira solicitação («first demand»),
contratados em banco ou seguradora a operar na RAEM.
2. A caução destina-se a garantir o cumprimento das obrigações do Titular
decorrentes da Licença, podendo o Governo da RAEM utilizá-la para liquidar
quantias a que tenha direito no âmbito desta.
3. Sempre que seja utilizada nos termos do número anterior, a caução deve
ser reconstituída pelo Titular no prazo de 30 dias a contar da notificação
para o efeito.
4. Em caso de revogação da Licença por motivo imputável ao Titular, a caução
reverte a favor do Governo da RAEM.
5. No termo do prazo da Licença ou em caso de revogação por motivo não
imputável ao Titular, a caução é imediatamente libertada.
6. Havendo lugar à suspensão total da Licença por motivo não imputável
ao Titular, os encargos decorrentes da manutenção da caução correm por conta
da RAEM durante o tempo que durar a suspensão.
5. Taxas
1. O Titular está sujeito ao pagamento de uma taxa de emissão da Licença
no montante de $ 100 000,00 (cem mil patacas), a qual deve ser paga no prazo de
15 dias, após a emissão da mesma.
2. Pela renovação da Licença é também devido o pagamento de uma taxa de
$ 100 000,00 (cem mil patacas), a efectuar no prazo de 15 dias após a publicação
do despacho de renovação.
3. É devido pelo Titular o pagamento à RAEM de uma taxa anual de valor
correspondente a 5% das receitas brutas de exploração dos serviços prestados
no âmbito das actividades licenciadas, a efectuar trimestralmente, dentro dos
30 dias seguintes ao trimestre a que respeitar.
4. As taxas referidas nos números anteriores são pagas na Direcção dos
Serviços de Finanças, após notificação para o efeito da Direcção dos
Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT).
5. O pagamento das taxas devidas pela Licença não isenta o Titular do
pagamento das demais taxas e impostos legalmente aplicáveis, incluindo as
relativas à utilização do espectro radioeléctrico.
6. Transmissibilidade da Licença ou dos direitos emergentes da Licença
1. A Licença ou os direitos dela emergentes só podem ser transmitidos a
terceiro, a título gratuito ou oneroso, após o início da prestação de serviços
ao público e mediante prévia autorização do Chefe do Executivo.
2. A autorização referida no número anterior pode ser recusada com
fundamento no interesse público ou na salvaguarda do desenvolvimento económico
e social da RAEM.
7. Renúncia
1. O Titular pode renunciar aos direitos conferidos pela Licença, mediante
prévia autorização do Chefe do Executivo, a qual deve ser requerida com a
antecedência mínima de 1 ano.
2. Em caso de renúncia, o Titular é responsável pela continuidade da
prestação dos serviços aos subscritores que assim o desejem, designadamente
através da celebração de acordos com outras entidades licenciadas.
3. A renúncia à Licença não exime o Titular do pagamento das taxas,
impostos, multas ou indemnizações que sejam devidas no âmbito das actividades
licenciadas.
8. Suspensão e revogação por incumprimento
1. A Licença pode ser suspensa ou revogada pelo Chefe do Executivo quando o
Titular não respeite os termos e condições em que é atribuída,
designadamente quando se verifique:
1) A violação de condições da Licença ou de normas legais sobre
inviolabilidade e sigilo das comunicações, bem como sobre protecção de dados
pessoais e reserva da vida privada;
2) A suspensão total ou parcial, não autorizada, da prestação dos serviços,
por motivo directamente imputável ao Titular;
3) A instalação e operação de equipamentos e a prestação de serviços não
licenciados;
4) A transmissão não autorizada de direitos emergentes da Licença;
5) A obsolescência ou o inadequado funcionamento dos equipamentos
instalados, tendo em conta as exigências estabelecidas na presente Licença e
nos planos em anexo;
6) A alteração unilateral das especificações técnicas do sistema
CDMA2000 1X EV-DO, durante o período de validade da Licença, sem a devida
autorização;
7) A prática de actos que falseiem a igualdade de condições de concorrência
ou que se traduzam em abuso de posição dominante;
8) A não prestação ou a não reconstituição da caução;
9) A falta de pagamento das taxas, impostos ou multas, mencionados nesta
Licença;
10) O desrespeito, por duas ou mais vezes, das indicações e recomendações
do Governo;
11) A mudança da sede social ou da administração principal do Titular para
o exterior da RAEM;
12) A alteração do objecto social, a redução do capital social, a fusão,
a cisão ou a dissolução não autorizadas do Titular;
13) A falência, o acordo de credores, a concordata ou a alienação de parte
essencial do património do Titular.
2. A suspensão ou a revogação da Licença não são declaradas sem prévia
audição do Titular e sem que lhe seja fixado um prazo razoável para eliminar
a causa do incumprimento, quando a sua natureza o permita.
3. A suspensão ou a revogação da Licença por incumprimento não conferem
ao Titular o direito a qualquer indemnização, nem o isentam do pagamento das
taxas, impostos e multas que sejam devidas, não o exonerando também da
eventual responsabilidade civil ou criminal ou de outras penalidades legalmente
previstas.
9. Suspensão e revogação por razões de interesse público
1. Para além dos casos previstos na cláusula anterior, a Licença pode
ainda ser suspensa, total ou parcialmente, ou revogada pelo Chefe do Executivo
quando razões de interesse público o imponham, no respeito dos direitos
legalmente protegidos do Titular.
2. A suspensão ou a revogação da Licença por razões de interesse público
conferem ao Titular o direito a uma justa indemnização, nos termos da lei.
3. O cálculo do valor da indemnização tem em consideração o investimento
realizado, bem como os lucros cessantes por causa da suspensão ou da revogação
da Licença.
10. Objecto social do Titular
O objecto social do Titular deve incluir o exercício das actividades
licenciadas, designadamente a instalação e operação de uma rede pública
CDMA2000 1X EVDO de telecomunicações móveis terrestres e prestação dos
correspondentes serviços de telecomunicações de uso público móveis
terrestres.
11. Sede e estatutos do Titular
1. O Titular deve obrigatoriamente ter a sua sede e administração principal
na RAEM.
2. Os estatutos do Titular devem respeitar a legislação em vigor e os
termos e condições da Licença.
3. O Titular não pode, sem prévia autorização do Chefe do Executivo,
realizar qualquer dos seguintes actos:
1) Alteração do objecto social;
2) Redução do capital social;
3) Cisão, fusão ou dissolução da sociedade.
12. Auditoria e envio das contas
1. As contas do Titular devem ser anualmente auditadas por um auditor de
contas ou uma sociedade de auditores de contas inscritos na RAEM.
2. O Titular fica obrigado a apresentar ao Governo, no prazo de 15 dias após
a sua aprovação, as contas do exercício anterior e o respectivo parecer de
auditoria.
13. Planos
1. O Titular fica obrigado a cumprir os seguintes planos, em anexo à
presente Licença e da qual fazem parte integrante:
1) Descrição da estrutura da empresa, com indicação discriminada do seu número
actual de trabalhadores residentes e não-residentes e do número previsível a
serem contratados;
2) Um plano de investimentos para o primeiro ano e um plano de investimentos
para o triénio seguinte;
3) Um plano estratégico de desenvolvimento para o primeiro ano e um plano
estratégico de desenvolvimento para o triénio seguinte.
2. A partir do quarto ano após a emissão de Licença, o Titular fica
obrigado a apresentar planos anuais de investimento e desenvolvimento ao
Governo, para apreciação e aprovação, até 30 de Novembro do ano anterior ao
período a que respeitam.
14. Direitos do Titular
1. Para além dos previstos na lei ou em outras disposições da presente
Licença, constituem direitos do Titular:
1) A interligação às demais redes públicas de telecomunicações,
incluindo a rede básica, com observância da regulamentação e especificações
técnicas aplicáveis, nos termos de acordos de interligação celebrados com as
outras entidades licenciadas e homologados pelo Governo;
2) O estabelecimento do seu próprio «gateway» para o serviço
internacional de telecomunicações móveis, através de infra-estruturas de
telecomunicações externas instaladas pelas concessionárias ou pelos titulares
de licenças apropriadas, de forma a assegurar os meios necessários para as
comunicações no serviço itinerante de telecomunicações móveis, não
podendo, no entanto, prestar o serviço de «refiling» através daquele «gateway»,
sem o consentimento prévio do Governo, estando-lhe vedado proceder ao
encaminhamento das chamadas de ou para números do serviço fixo de telefone,
salvo no caso da prestação dos serviços devidamente autorizados;
3) O acesso e livre trânsito de agentes e viaturas em lugares públicos,
desde que devidamente identificados e sempre que a natureza do trabalho o exija;
4) A colocação de estações e antenas em edifícios e de cabos em vias públicas,
obtida a autorização das entidades competentes, desde que os equipamentos
estejam tecnicamente aprovados e se encontre demonstrada a necessidade da sua
instalação, para ligação das estações aos centros de comutação da rede
de telecomunicações, e a instalação das restantes infra-estruturas de
telecomunicações necessárias à implantação da rede licenciada, nos termos
legais aplicáveis às demais redes públicas e privativas de telecomunicações;
5) A utilização de outras redes de radiocomunicações para a prestação
de serviços, de forma complementar e não substituída, a fim de assegurar a
prestação de mais serviços de valor acrescentado, caso as tecnologias sejam
compatíveis, e após obtida a autorização prévia do Governo nos termos da
legislação aplicável;
2. É da exclusiva responsabilidade do Titular a reparação dos danos
causados no exercício dos direitos conferidos nas alíneas 3) e 4) do número
anterior.
15. Obrigações do Titular
Para além das que resultam da lei e de outras estabelecidas na presente
Licença, são obrigações do Titular:
1) Tomar as medidas necessárias ao respeito da inviolabilidade e sigilo das
comunicações dos serviços prestados, bem como para a protecção dos dados
pessoais e da reserva da vida privada;
2) Manter na RAEM os meios humanos, técnicos, materiais e financeiros necessários
à prestação das actividades licenciadas;
3) Utilizar equipamentos devidamente aprovados pela entidade competente e dar
adequada publicidade às alterações à sua rede de telecomunicações, obtendo
as autorizações legalmente previstas;
4) Acompanhar a evolução técnica, adoptando as tecnologias e os serviços
mais avançados no âmbito das actividades licenciadas, tendo em conta as exigências
estabelecidas na Licença e nos planos em anexo;
5) Utilizar de forma efectiva e eficiente as frequências radioeléctricas
atribuídas;
6) Garantir a segurança do funcionamento da sua rede pública de
telecomunicações e a manutenção da respectiva integridade, efectuando os
trabalhos necessários à boa conservação das instalações e equipamentos
relacionados com a prestação dos serviços;
7) Efectuar, a expensas próprias, todos os testes aos respectivos
equipamentos e serviços que lhes sejam requeridos, nos locais e de acordo com o
calendário razoavelmente definidos;
8) Desenvolver a sua actividade de forma continuada e com níveis de
qualidade adequados;
9) Observar o plano de numeração da RAEM e utilizar os números atribuídos
de forma efectiva e eficiente;
10) Permitir às demais entidades licenciadas a interligação à sua rede pública
de telecomunicações objecto da presente Licença;
11) Garantir a portabilidade do número e a sua efectivação bem como a
comparticipação de custos derivados, nos termos a acordar com as demais
entidades licenciadas, sujeitos a homologação do Governo;
12) Assegurar o serviço de transferência de chamadas entre números de
diferentes redes públicas de telecomunicações, com ressalva do disposto na alínea
2) do n.º 1 da cláusula anterior;
13) Garantir contabilidade actualizada e registos do tráfego e outros
relevantes em relação a cada serviço prestado, de acordo com as instruções
do Governo, disponibilizando-os para consulta quando requerido pelo Governo;
14) Prestar todas as informações e esclarecimentos necessários à
fiscalização das telecomunicações e franquear aos agentes de fiscalização,
devidamente credenciados pelas entidades competentes, o acesso a todas as suas
instalações;
15) Comunicar ao Governo a celebração de contratos com outras entidades no
âmbito das actividades licenciadas, identificando as partes e o objecto dos
contratos, com descrição dos serviços a prestar, reservando-se o Governo o
direito de determinar a sua rectificação quando houver indícios de práticas
que falseiem a igualdade de condições de concorrência ou que se traduzam em
abuso de posição dominante;
16) Pagar pontualmente as taxas devidas pela Licença;
17) Cumprir as obrigações de serviço universal e comparticipar nos
respectivos custos, de acordo com a regulamentação específica aplicável;
18) Garantir a existência de serviços de assistência comercial e de
participação de avarias, com números de telefone de utilização gratuita;
19) Garantir a utilização gratuita dos números de telefone dos sistemas de
emergência;
20) Observar a legislação em vigor na RAEM, bem como as ordens, injunções,
comandos, directivas, recomendações e instruções que, nos termos da lei, lhe
sejam dirigidos pelas entidades competentes;
21) Cumprir as normas internacionais aplicáveis, designadamente as da UIT;
22) Indemnizar o Governo da RAEM dos prejuízos que este vier a sofrer em
consequência das suas actividades relacionadas com a prestação de serviços
ou instalação, manutenção e operação da rede;
23) Cooperar com os serviços públicos da RAEM quando estes, por força das
suas competências, impuserem determinadas exigências ou regras específicas
quanto à rede instalada ou a instalar.
16. Relações com outras entidades licenciadas e com os utilizadores
1. O Titular deve garantir, em termos de igualdade, o acesso das outras
entidades licenciadas aos serviços prestados, mediante o pagamento de preços
devidamente discriminados.
2. O Titular não pode recusar o acesso aos serviços prestados, em qualquer
das modalidades previstas, a quem preencha os requisitos exigíveis e cumpra as
condições impostas pelas disposições legais e regulamentares aplicáveis,
devendo iniciar a sua prestação o mais rapidamente possível.
17. Interligação
1. A interligação com outras entidades licenciadas está sujeita ao Regime
de interligação de redes públicas de telecomunicações estabelecido no Regulamento
Administrativo n.º 41/2004.
2. O Titular deve permitir a interligação da sua rede com redes privativas
de telecomunicações, quando legalmente possível.
18. Continuidade de operação da rede e da prestação dos serviços
1. O Titular fica obrigado a garantir a continuidade de operação da sua
rede de telecomunicações e da prestação dos serviços licenciados, nos
termos previstos nos acordos a celebrar com outros operadores e com os
utilizadores.
2. Salvo em casos de força maior ou de avarias imprevisíveis, a operação
da rede ou a prestação dos serviços só podem ser restringidas ou
interrompidas mediante prévia autorização do Governo.
3. Fora dos casos previstos no número anterior, o Titular é responsável
pelos prejuízos que a restrição ou interrupção causar às contrapartes nos
acordos referidos no n.º 1 ou a terceiros.
4. Quando for previsível uma restrição ou interrupção, o Governo, as
contrapartes nos acordos referidos no n.º 1 e, caso se justifique, o público
em geral devem ser avisados com razoável antecedência da duração, âmbito e
motivos da mesma.
5. Quando se verifiquem restrições ou interrupções imprevisíveis do
serviço, totais ou parciais, o Titular deve participá-las imediatamente à
entidade fiscalizadora e confirmá-las por escrito no dia útil seguinte,
indicando as razões que, em seu entender, possam justificá-las.
19. Qualidade dos serviços
1. Constitui responsabilidade do Titular a prestação de serviços de boa
qualidade aos seus clientes, em conformidade com os padrões de qualidade do
serviço e desempenho do sistema geralmente aceites.
2. O Titular obriga-se a estabelecer os indicadores básicos de qualidade dos
serviços licenciados para a confirmação do Governo, informando-o regularmente
e actualizando-os em conformidade com os requisitos do Governo.
3. O Titular obriga-se a prestar os serviços licenciados em conformidade com
os indicadores referidos no número anterior.
4. O Titular deve fornecer ao Governo, sempre que solicitado, todas as
informações, elementos e dados que permitam avaliar a qualidade dos serviços
prestados.
20. Restrição e interrupção de serviços a outros operadores e a
utilizadores
1. O Titular pode suspender ou cessar a prestação de serviços aos
utilizadores ou a outros operadores nos seguintes casos:
1) Incumprimento dos respectivos contratos ou de outras normas aplicáveis;
2) Falta de pagamento, nos prazos acordados, de quaisquer importâncias
devidas pelos serviços prestados.
2. Nos casos referidos no número anterior, o utilizador ou o operador
faltosos devem ser notificados com antecedência suficiente para suprirem a
falta.
21. Preços
1. O Titular deve submeter à aprovação do Governo a tabela de preços e
modalidades de cobrança dos serviços prestados, bem como quaisquer alterações
à mesma.
2. Os serviços prestados pelo Titular são pagos por quem os utilizar, de
acordo com os preços e modalidades de cobrança mencionados no número
anterior.
3. Os preços devem ser fixados em níveis tão próximos quanto possível do
custo dos serviços prestados, tendo em consideração a necessidade de um
rendimento comercial sobre o investimento do Titular.
4. O Titular deve divulgar regularmente os preços praticados e fornecer aos
utilizadores uma facturação que especifique de forma adequada os serviços
prestados e os preços aplicados.
5. Caso os preços sejam considerados susceptíveis de falsear as condições
de concorrência, ou irrazoáveis quando comparados com os praticados por
operadores semelhantes desta região do globo, pode o Governo, em decisão
fundamentada, determinar a sua alteração, designadamente fixando valores máximos.
22. Entidade fiscalizadora
1. A fiscalização do cumprimento do estabelecido na presente Licença, bem
como das actividades do Titular no seu âmbito, cabe à DSRT.
2. A entidade fiscalizadora pode tomar todas as providências que julgue
necessárias para o desempenho das suas competências de fiscalização,
nomeadamente no que respeita ao controlo da prestação dos serviços e do
cumprimento das obrigações do Titular, podendo verificar, como e quando o
entender, a exactidão das informações, elementos e dados por este fornecidos.
23. Fiscalização
Para efeitos do disposto na cláusula anterior, o Titular fica obrigado a:
1) Franquear aos agentes de fiscalização, devidamente credenciados, o
acesso a todas as suas instalações;
2) Prestar à entidade fiscalizadora todas as informações e esclarecimentos
e conceder todas as facilidades necessárias ao exercício da fiscalização;
3) Disponibilizar à entidade fiscalizadora, para consulta, todos os livros,
registos, documentos, elementos, dados, etc.;
4) Efectuar perante a entidade fiscalizadora os ensaios que por esta lhe
forem solicitados, de forma a avaliar as características e condições de
funcionamento dos equipamentos e as condições de prestação dos serviços.
ANEXO
Descrição da estrutura da empresa
Sector do Pessoal
De acordo com a projectada estrutura da empresa, dentro de quatro anos cerca
de setenta trabalhadores irão estar ao serviço da China Unicom (Macau)
Limitada, (doravante designada por Unicom Macau), dos quais se estima que,
finalmente, 70% (49 pessoas) serão residentes locais, enquanto que os restantes
30% (21 pessoas) deverão ser transferidos da China Unicom da China. A maioria
do pessoal localmente recrutada será treinada com o fim de ser utilizada na
construção estimulante e exigente do projecto de serviços de telefones móveis
da 3G (terceira geração) em Macau.
A estrutura da Unicom Macau é a seguinte:
Organograma
Plano estratégico de desenvolvimento do primeiro ano
O plano do primeiro ano inclui os vários aspectos seguintes:-
1. Completar a construção de uma rede de telecomunicações móveis de 3G
de boa cobertura e com tecnologia avançada de CDMA2000 1X EV-DO dentro de 8
meses depois da emissão da respectiva licença;
2. Planear a prestação do serviço básico de voz e serviços de valor
acrescentado 3G ao mesmo tempo;
3. Desenvolver com prioridade o serviço de telefone vídeo, multimédia e
conexão de internet sem fios;
4. Activamente promover o telefone móvel com televisão, jogo online etc;
5. Reforçar a construção das nossas próprias lojas de vendas, serviços
comerciais e capacidades, e desenvolver a rede de distribuição local e a
cooperação com SP (fornecedores de serviços de valor acrescentado);
6. Através de promoção do serviço experimental de 3G atrair a utilização
dos diversos serviços que estimulam o desenvolvimento do serviço de 3G.
Plano estratégico de desenvolvimento para os 3 anos seguintes
Estratégia de desenvolvimento
1/. Promover os produtos e serviços de telecomunicações móveis de 3G em
artigos de consumo com vista a alcançar uma maior taxa de penetração;
2/. Oferecer uma gama diversificada de produtos e serviços personalizados;
3/. Reforçar a confiança dos clientes através da melhoria dos valores de
marca da Unicom Macau;
4/. Ser inovador e pioneiro em termos tecnológicos;
5/. Reforçar o desenvolvimento dos serviços entre a China e Macau;
6/. Atingir a eficiência operacional e melhorar a qualidade do serviço;
7/. Cooperar com empresas locais para desenvolvimento de software e treino de
pessoal.
Estratégias de Marketing
• Garantir uma rede de alta qualidade com uma boa cobertura interior e
exterior.
• O serviço móvel de 3G da Unicom Macau procederá, com uma equipa
completa de especialistas bem formados e profissionais da China e locais, e com
o apoio de tecnologia avançada, a investimentos adicionais em serviços de
valor acrescentado (como informações móveis, dados móveis, multimédia móvel
e outros produtos e serviços inovadores e diversificados) com vista a
disponibilizar produtos e serviços móveis mais completos e personalizados.
• O serviço móvel de 3G da Unicom Macau disponibilizará mais soluções
feitas por medida às empresas com produtos e serviços móveis de alta
qualidade, através duma boa e extensa rede de clientes, fundamentada em
necessidades diferenciadas dos seus clientes comerciais.
• Com o rápido desenvolvimento da indústria do Turismo, incluindo
divertimento, exposição e conferência, em Macau, a Unicom Macau
disponibilizará uma rede e cobertura roaming de boa qualidade nos serviços de
voz, dados, vídeo e serviços de IDD (marcação automática internacional) aos
visitantes.
• Com o apoio da RAEM, em conjunto com o desenvolvimento do devido mercado,
a Unicom Macau irá continuar a introduzir novas tecnologias de telecomunicações,
para que os clientes possam gozar dos devidos serviços ao nível internacional.
Assistência e Planos de Apoio a Clientes
A Unicom Macau providenciará aos seus clientes um leque de serviços de
assistência de qualidade nas áreas de Linhas de Atendimento a Clientes,
Contactos com Clientes, Serviços a Clientes & Centro de Manutenção, com a
finalidade de garantir a qualidade dos serviços e de manter contactos pessoais
com os mesmos. A Unicom Macau irá continuar a prestar aos residentes de Macau
os seus serviços, sempre de acordo com as exigências específicas destes, com
o fim de proporcionar aos seus clientes serviços pessoais de qualidade.
Linhas de Atendimento a Clientes e Contactos com Clientes
A Unicom Macau está habilitada a proporcionar 24 horas por dia e 7 dias por
semana uma linha de atendimento a clientes, dispondo de pessoal com qualidade e
eficiência e estando equipada com um moderno Sistema de Gestão de Relações
com Clientes (Customer Relationship Management System) e um Sistema Interactivo
de Voz (IVRS).
Serviços a Clientes e Centro de Manutenção
A fim de facilitar a utilização, por parte dos seus clientes, dos seus
serviços, a Unicom Macau, através dos já instalados centros de atendimento a
clientes e balcões de atendimento a clientes, proporciona serviços globais,
serviços antes e após venda, serviços de consulta de conta e serviços de
manutenção e reparação de produtos. Os clientes podem ainda consultar a sua
conta mensal com as respectivas conversações detalhadas, registos de pagamento
e tempos e registos de conversações não contabilizados através do telemóvel,
da internet ou da linha de atendimento.
Plano de investimento do primeiro ano
Para a construção de serviço de telefones móveis 3G com alta qualidade,
temos o plano de investimento do primeiro ano de cerca de quarenta milhões de
patacas.
Plano de investimento para os 3 anos seguintes
Tendo em vista o lançamento em Macau de um serviço de telefones móveis 3G
com qualidade, prevemos que o investimento acumulado para os 3 anos seguintes
atinja o valor de mais de noventa milhões de patacas.
Plataforma Técnica
A Unicom Macau vai lançar uma rede de telefones móveis de 3G de elevada
qualidade e com boa cobertura na península de Macau e nas ilhas, que em última
análise, atingirá 95% do território em locais fechados e 99% em espaços
abertos, a qual irá utilizar a última tecnologia de telecomunicações móveis
da terceira geração de CDMA2000 1X EV-DO Rev. A, visando não só satisfazer
as futuras necessidades dos clientes mas também implementar alicerces
consistentes para uma futura transferência de tecnologia na área das
telecomunicações móveis, a fim de responder ao crescente aumento, em
quantidade e qualidade, da procura da rede e proporcionar serviços inovadores
relativamente a diferentes segmentos de consumidores.
Desenvolvimento da Plataforma de Rede
Panorama de tecnologia
• Construir a cobertura telefónica móvel interior e exterior e
disponibilizar a melhor qualidade de rede.
• Manter a capacidade adequada da rede para satisfazer as necessidades cada
vez maiores do mercado em termos de serviços móveis.
• Explorar serviços mais inovadores e de valor acrescentado, possíveis
com o desenvolvimento da tecnologia.
• Com a tecnologia de CDMA2000 1X EV-DO, que será melhorada com serviços
de dados móveis, o Serviço Móvel 3G da Unicom Macau proporcionará uma
diversificada gama de serviços de valor acrescentado para satisfazer as
necessidades dos clientes e em constante mudança.
Calendário de Instalação da Rede
O Serviço Móvel 3G da Unicom Macau implementará o seguinte plano de
instalação da rede com base em previsões e futuras necessidades do mercado:
Primeiro Ano
| Ano |
2007 |
| Número de Estações de Base Exteriores |
66 |
| Número de Repetidores Interiores |
75 |
3 Anos Seguintes
|
Ano
|
2008 |
2009 |
2010 |
| Número de Estações de Base Exteriores, acumulado |
77 |
84 |
87 |
| Número de Repetidores Interiores, acumulado |
85 |
92 |
95 |
|